segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Resenhando "O Mágico de Oz"

BAUM, L. Frank. O Mágico de Oz. São Paulo, SP: Universo dos Livros, 2013. 160 p. ISBN 9788579303753


Publicado originalmente em 1900, O Mágico de Oz foi escrito com o objetivo de ser um conto de fadas moderno, diferenciado dos contos clássicos com fadas e gnomos.
A história começa quando Dorothy, uma pequena menina, é transportada junto com seu cachorro Totó em meio a um tornado à Terra de Oz, um mundo mágico onde nenhum habitante jamais ouviu falar do Kansas, estado de origem da garotinha. Para retornar ao mundo a que pertence, Dorothy precisa ir até a Cidade das Esmeraldas encontrar o poderoso mágico de Oz, sua unica esperança de voltar para casa. Durante a jornada pela estrada de tijolos amarelos, ela faz amigos extremamente importantes para o desenvolvimento do livro. São eles: O Espantalho, o Homem de Lata e o Leão Covarde, que se tornam seus fiéis companheiros.

Além de ser um clássico da literatura (e do cinema) voltado ao público infantil, o livro traz importantes lições de vida. Alguns personagens buscam desesperadamente por coisas que eles já possuem dentro deles, mas só sentem que as têm quando acreditam que alguém as concede. O Espantalho, que quer um cérebro, já é muito inteligente e sempre tem as melhores ideias quando o grupo encontra-se em apuros, embora pense ser inferior aos outros homens. O Homem de Lata (personagem detentor da melhor história de vida anterior aos fatos ocorridos no livro) deseja ter um coração, pois pensa ser insensível, ele que é tão cheio de sentimentos e discernimento do que é certo e do que é errado. Já o Leão pensa ser covarde e sonha em ganhar coragem e assim se tornar o rei dos animais, mas salva seus amigos em muitos momentos da jornada com sua coragem já existente. Estes três personagens projetados para serem o apoio de Dorothy roubam a cena com seu carisma e inocência, se tornando mais queridos por muitos do que a própria protagonista, que apesar disso permanece forte, mostrando-se muito determinada ao longo da jornada. Sem Dorothy, seus amigos não teriam iniciado a maravilhosa (e por vezes temerosa) aventura que os tornou tão próximos.

L. Frank Baum demonstrou muita criatividade ao escrever "O Mágico de Oz" em sua época, que apesar de ser um livro pequeno com a escrita voltada às crianças, cativa leitores de todas as idades e de todas as épocas.


[Resenha participando do "Desafio Literário Skoob 2015". Fevereiro: Fantasia]

6 comentários:

  1. Esse livro é uma graça! Li faz bastante tempo, acho que preciso reler.

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  2. Eu conhecia a história do filme apenas e, quando li esse livro no ano passado, fiquei me sentindo enganada...rs. Mas é, de fato, uma história com uma boa mensagem. :)

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    1. Sou adepta da teoria de que o livro é sempre melhor que o filme...hahaha. Realmente, gosto da mensagem transmitida :)

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  3. Que linda sua resenha!
    Sou doida para ler esse livro há tempos! Preciso fazer isso em breve! :D
    Infinitos Livros

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