Muitos autores já dissertaram acerca dos contos do famoso Rei Artur, e cada um deles nos apresenta um ponto vista. "O Rei do Inverno" é o primeiro de uma trilogia sobre as lendas arturianas sob a ótica do genial Bernard Cornwell, escritor britânico que figura entre os mais importantes da atualidade com a publicação de romances históricos muito bem embasados em seu vasto conhecimento.
No livro de estreia dAs Crônicas de Artur, publicado em 2015, conhecemos o grande guerreiro e líder, fácil de se gostar Artur, que apresenta falhas como qualquer ser humano. A narrativa é feita pelo personagem Derfel Cadarn, um velho monge que fora um de seus guerreiros na juventude. Derfel nos apresenta relatos interessantes sobre a vida de Morgana e Merlin, o gênio de Lancelot, como Guinevere entrou na vida de Artur, entre outras figuras conhecidas por aqueles interessados em suas lendas.
Como em outras obras de Cornwell, o ápice fica por conta das batalhas narradas magistralmente, fazendo com que o leitor se sinta dentro de uma parede de escudos lutando ao lado dos personagens, sentindo suas emoções, medos e júbilo. Aliás, quem opta por ler a versão do autor para a saga de Artur já espera que a guerra tenha destaque, ao contrário das "Brumas de Avalon" de Marion Zimmer Bradley por exemplo, onde temos a narrativa feita pelas personagens femininas e destaque para o misticismo envolvendo a trama (Sugiro fortemente a leitura desta série também para quem se interessa pelo assunto).
"O Rei do Inverno" é uma leitura envolvente que cumpre seu papel de instigar a continuação da leitura da trilogia. Entre as personagens conhecidas, destaca-se Nimue, sacerdotisa e amante de Merlin (apresentada também com outros nomes por outros autores), de suma importância para a narrativa devido sua relação com Derfel, tecendo junto deste capítulos fantásticos a parte do esperado.

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