Escrito há mais de 200 anos, Frankenstein (ou o Prometeu moderno) é uma das obras mais influentes do mundo, tendo ganhado diversas adaptações cinematográficas, sendo referenciado em séries e até HQ's. Considerado o precursor da ficção científica literária, o livro nasceu de um episódio onde a autora Mary Shelley, na ocasião ainda Mary Wollstonecraft Godwin ficou alguns dia em uma mansão na Genebra, Suiça, com seu companheiro, o renomado poeta Percy Shelley, e um grupo de amigos, Lord Byron, também ilustre poeta na época, o médico John Polidori e a irmã de criação de Mary, Claire Clairmont. O tédio os fez terem ideias de escreverem contos de terror, e a partir de um sonho assustador, Mary iniciou a escrita que concluiu com apenas 19 anos do que se tornaria um dos maiores clássicos do gênero.
O livro narra a história de Victor Frankenstein, cientista que dedica sua vida a estudos sobre como criar vida a partir de tecidos mortos. Após alguns anos de tentativas, com sua crescente obsessão ele consegue dar vida a uma criatura a partir da eletricidade, mas se arrepende logo em seguida ao perceber que criou um ser monstruoso, e o considerando uma aberração, o abandona. A criatura por sua vez tem consciência como um ser humano, possuindo inteligência e sentimentos, e só deseja encontrar amor e compaixão. Devido sua aparência, ela não obtém sucesso, sendo desprezada por todos que encontra em seu caminho, o que a leva a tornar-se violenta e desejar vingança daquele que a criou.
Apesar de ser um clássico que conta com uma história brilhante que no geral flui bem, a história carece de detalhes sobre a criação do ser, que foi reanimado de forma vaga, e algumas poucas passagens do livro podem ser consideradas monótonas pelo leitor. O fato de a autora não se ater a detalhes da criação explica-se provavelmente por este não ser o foco da obra dramática, e sim nos fazer refletir sobre quem é o verdadeiro
monstro, Victor ou a Criatura? É impossível não se solidarizar com a
pobre criatura que foi jogada ao mundo por seu criador e apenas sofreu
com a falta de empatia da humanidade, que mesmo em tempos atuais, ainda julga meramente a aparência de seus semelhantes.

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